6 Dicas Rápidas Para Aprender A Dançar E Acelerar Sua Evolução Na Dança

Quando começamos a dançar logo percebemos que não é tão difícil quanto parece, e que com um pouco de prática já conseguimos resultados maravilhosos na melhora do nosso desempenho e da nossa auto estima. Mas a dança é repleta de técnica e de conhecimento que se forem levados em conta otimizam muito o processo de aprendizagem. Ajudam a ganhar um controle do nosso corpo que nos permite ter uma enorme liberdade ao dançar, tornando cada dança mais prazerosa para nós, para quem dança com a gente e para quem nos vê dançando.

Aqui vão algumas dicas fundamentais para que a dança possa  se manifestar com toda sua potencialidade na nossa vida.

1 – Comece

A grande vilã de qualquer atividade é a preguiça. Nós estamos sempre adiando nossos sonhos e nossas vontades por causa de desculpas bobas, e cada dia que passa é um tempo que jogamos fora. Este tempo que gastamos é um castigo que damos a nós mesmos ao não permitir que desfrutemos da satisfação e dos benefícios que a dança nos trás.

Quem nunca se questionou: “Ah se eu tivesse começado antes”?

2 – Não pule etapas

Ter paciência com seu próprio corpo é com toda certeza a melhor qualidade que um aprendiz pode ter. É preciso entender que cada nova informação é importante e se for bem assimilada forma a base para novas informações. É muito importante aprender uma coisa de cada vez e ter a paciência para que o corpo e a mente consigam se comunicar de forma natural. A dança antes de mais nada é um desafio de coordenação e não há coordenação sem a participação da nossa cabeça.

Quando tentamos aprender coisas muito mais avançadas do que nosso corpo consegue assimilar naquele momento nos deparamos com dois péssimos caminhos. Um é a frustração, que desnecessariamente nós mesmos causamos por tentar dar um passo maior que a perna. O outro é o pior deles, o pseudo sucesso (falso sucesso). Às vezes conseguimos executar um esboço da movimentação desejada e nos damos por satisfeitos sem nos dar conta que estamos executando de uma péssima maneira. No caso da dança a dois essas movimentações são as grandes responsáveis por deixar a nossa dança desagradável para quem dança com a gente ou para quem nos vê dançando.

man break dancing on street

Photo by Luis Quintero on Pexels.com

3 – Volte à base

A famosa frase “dar um passo para atrás para dar dois à frente” só ganhou fama porque nós temos uma enorme dificuldade de dar o passo atrás. Nós só consideramos olhar pra base  quando nos deparamos com uma barreira. Quando não conseguimos mais evoluir e começamos a nos sentir desmotivados é a hora que talvez pensamos em rever e aprimorar os fundamentos da dança.

O grande segredo para não encontrar tais barreiras, é justamente manter um contato constante com movimentações mais simples desde a transferência de peso. Rever uma movimentação parece um retrocesso quando na verdade é a melhor maneira de observar certos detalhes que você não tinha condição de compreender anteriormente. E não há limites para treinar uma movimentação, ou para assistir novamente a uma aula.

É muito comum encontrar pessoas que ficam anos sem evoluir, pelo simples fato de não terem a humildade de reconhecerem que pularam etapas e/ou não terem paciência para fazer revisões.

4 – Procure orientação

Este passo é extremamente simples de entender. Há muitas pessoas que começaram a estudar a dança antes de você. Procure bons professores e pergunte tudo. Eles já passaram por um longo caminho de acertos e erros e vão saber te mostrar como atingir seu objetivo com menos tempo e menos esforço.

5 – Erre muito

Um dos grandes bloqueios que observo a 10 anos em meus alunos é o medo de errar um movimento. Isso gera um grande atraso no aprendizado, e é muito claro notar que os alunos que não têm medo de errar evoluem com uma velocidade enorme. O medo de ser julgado pelas pessoas é uma das marcas terríveis que trazemos da nossa cultura e no momento da aula os alunos se sentem à vontade para errar, mas na hora de dançar simplesmente não arriscam executar os movimentos novos por insegurança de achar que se errarem serão taxados como maus dançarinos. Dessa forma a prática de certas movimentações simplesmente não acontece limitando a evolução.

Pare de tratar o erro como um fracasso e abrace-o como um grande parceiro do seu aprendizado. Lembre que todo mundo erra e que o erro é o nosso maior professor, e ninguém vai achar você uma pessoa pior por errar. Claro que o um ambiente saudável é aquele que te faz sentir à vontade para cometer o erro e vai ter pessoas colaborativas dispostas a te ajudar e isso nos leva à minha última dica pra você.

6 – Se insira em uma comunidade saudável

A melhor maneira para conseguir praticar e evoluir é estando junto de pessoas com os mesmos interesses e objetivos. E na dança há inúmeras formas de encontrar grupos de pessoas com quem sair, conversar sobre dança e é claro praticar. As comunidades formadas através da dança têm o costume de ser extremamente colaborativas e receptivas. Dançarinos estão sempre em busca de pessoas com quem dançar de forma que ajudar as pessoas a aprender é um “investimento” em boas danças no futuro. Nas comunidades normalmente são formadas grandes amizades e a dança começa a te presentear com bem estar e auto estima.

Se os locais que você frequenta não apresentarem essas qualidades e promoverem a competição entre as pessoas, talvez você esteja no lugar errado. O que não faltam são boas escolas de dança com profissionais sérios que sabem promover as boas relações entre os alunos, e também grupos, boates ou bares dançantes em que a leveza, a alegria, a troca de sorrisos e o bem estar são prioridade.(Leia:4 Dicas Para Você Escolher Sua Escola De Dança) Dessa forma você vai querer voltar para estes locais que te fazem bem e vai evoluir de forma natural e prazerosa.

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VAMOS COMEÇAR?

Agora que você já conhece o caminho é hora de dar o primeiro passo rumo aos seus primeiros passos. Pra você que já começou, que tal nos contar se já praticou alguma dessas dicas? Ou então me conta se já agarrou por não ter pensado em alguma delas antes!!!

Pode deixar que eu começo:
Eu enrolei cerca de 8 meses para começar a fazer aulas desde que meus amigos começaram a dançar e me convidaram para participar. Quando eu finalmente entrei tudo que eu conseguia pensar era no tempo que eu havia perdido.

Por sorte eu comecei em uma ótima escola e os professores conseguiram me orientar muito bem quanto à base, e a comunidade que a escola produzia era fantástica e completamente propícia para o aprendizado e para o bem estar. Mas confesso que tive problemas na parte de pular etapas e por um período de 2 anos minha dança não evoluiu quase nada até que me dei conta que precisava fazer movimentações mais condizentes com o meu nível e daí pra frente só colhi bons frutos.

Muito Obrigado por chegar até aqui. Deixo o convite para você me visitar em uma de minhas escolas em belo horizonte ou alguma unidade da rede que fez eu me apaixonar pelo forró e pela dança, o Pé Descalço (BH, São Paulo, Niterói, Juiz de Fora, Contagem e Londres).

Felipe Raso Jamel Edim

 

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